quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

tristeza em dó maior

tenho a música como aliada
não preciso de mais nada pra me suportar
no meu insuportável mundo de faz de conta
a conta longa
cheia de incógnitas não resolvidas
resoluções mal acabadas
e principalmente conjuntos soluções vazios
de que me importa se o que dói
dói, e dói
dói muito
se o que me comporta é uma bolha de sentimentos vazios e dissimulados
(mentira)
quando me comporto, sou todo compreensivo e altruísta
mas quando me enlevo, sou uma dentre as maiores pragas da humanidade;
gripe suína?
tuberculose?
pneumonia?
aids?




não;
arrependimento
cheio de patas, e pêlos e presas
cheio de outro, me parasitou por agora
mundo afora milhões o fazem
sugam sugam sugam
uns resultam em morte
outros em reconciliação
na maioria das vezes numa cisão eterna entre a auto-estima e o amor
sou cidadão que não exerce a cidadania de se ser humano
se arriscar
se enamorar



sim;
tenho a música como aliada
a mais forte, frutífera e fiel aliada
minto,
tenho a poesia também
na verdade é ela que me têm
nenhum poeta detêm, doma e domina poesia
seja grotesca, grossa, graça ou fina
seja fio de seda em verso
ou pedra tosca em estrofe
nenhum infeliz desafortunado a detém
e o que me convém
é sofrer calado, lendo a sinopse
do meu próximo capitulo de novela se desenrolar




o que me comporta é uma bolha
de sentimentos vazios e dissimulados eu minto
pra verdade eu calo e consinto
que eu só quero mesmo é voltar a amar.





a mesma




pessoa.




Rodrigo da C. Lima Bruni

Um comentário:

Unknown disse...

Linda essa sua poesia... depois de tantos recursos estilísticos e figuras de linguagens, vc vem me dizer que "só escreve"?
tudo bem... eu sei que você é modesto e humilde, mas o brilhantismo e genialidade são inerentes a você, nao adianta tentar escapar viu? :P